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05 setembro 2007

Híbrido animal-humano: o Frankenstein salvador de embriões humanos?


Embrião híbrido humano-animal. Seria isto um tipo de Frankenstein? Na verdade é o mesmo principio usado na clonagem da ovelha Dolly. Se pega um óvulo, retira-se o núcleo e introduz-se um novo núcleo de uma outra célula adulta. Só que neste caso o óvulo é de um animal qualquer e o núcleo de uma célula de algum tecido humano já adulto, como pele, mama, ou qualquer outro.

Este assunto entrou em pauta esta semana devido à aprovação do uso de embriões híbridos para pesquisa no Reino Unido.

Está técnica vem para ajudar os cientistas a estudar células embrionárias e tocar suas pesquisas em doenças como Alzheimer e Parkinson. Assim, não seria necessário o uso de embriões humanos para tais pesquisas. A idéia é não sacrificar humanos concebidos naturalmente, mas criar estes híbridos e não ter mais que enfrentar os famosos problemas éticos envolvidos em pesquisas com células-tronco embrionárias. Mas lembre-se que o embrião gerado possui 99,9% de genes humanos. Seria ele então um embrião "humano"? Não teria ele também os mesmos direitos? Bem, a Igreja Católica já respondeu mais no sentido de enfatizar sua posição de que embriões são seres humanos, e, portanto, merecedores de respeito. Como publicado no site G1 "No final de junho, o Papa Bento XVI lembrou da posição da Igreja Católica sobre o tema, que estipula que 'a investigação científica deve ser fomentada, mas não deve se desenvolver em detrimento dos outros seres humanos, cuja dignidade é intocável desde os primeiros momentos da existência'".

É, talves o híbrido não tenha vingado na arena da briga ética, mas é fato que traz vantagens técnicas para a pesquisa. Será que caímos no mesmo erro do Dr. Frankenstein, desumanizando nossa criação?

Importante dizer também que a regulamentação só foi autorizada após vários meses de consulta com a população. 61% dos britânicos foram a favor da autorização, e 25% se opuseram. O quanto essas pessoas entenderam do processo e suas implicações é sempre difícil saber, mas pelo menos alguém perguntou.

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